90 Anos de Salário Mínimo: Uma História de Conquistas e a Luta Permanente por Valorização

Em janeiro de 1936, o Brasil dava um passo histórico com a criação da Lei nº 185. Ali nascia o Salário Mínimo, uma ferramenta que não apenas estipulou um valor básico para o trabalho, mas organizou as relações de produção no país. Neste mês, ao celebrarmos 90 anos dessa conquista, o cenário é de reflexão: avançamos muito, mas a luta para que o prato do trabalhador da alimentação esteja cheio continua sendo o nosso principal ingrediente.

O Nascimento de um Direito

Antes de 1936, o trabalhador ficava à mercê da vontade exclusiva do patrão. Segundo dados históricos e análises recentes do portal InfoMoney, a lei do salário mínimo foi o pilar que permitiu a organização do mercado de trabalho brasileiro. Ela estabeleceu que todo trabalhador tem direito a uma remuneração capaz de satisfazer suas necessidades básicas.
 
 
 Para nós, da FITIASP, entender essa história é fundamental. O salário mínimo não foi um “presente”, mas o resultado de pressões sociais e da necessidade de modernizar o Brasil, garantindo que quem produz a riqueza do país também possa consumi-la.
A Retomada da Valorização
Chegamos a 2026 com um fôlego renovado. O Governo Federal, conforme destacado em canais oficiais, consolidou uma agenda de valorização real da renda. Isso significa que o salário mínimo voltou a subir acima da inflação, garantindo que o poder de compra não seja engolido pelos preços do supermercado.
A atual política de valorização é uma vitória da classe trabalhadora e das centrais sindicais. Como aponta a revista IstoÉ Dinheiro, o compromisso em atender as demandas por um piso mais digno é o que movimenta a economia: quando o trabalhador ganha mais, ele consome mais, e a indústria da alimentação – onde estão os trabalhadores representados pelos nossos sindicatos filiados – gira com mais força.
 
O Olhar do DIEESE: O Chão e o Teto
Apesar dos avanços, o movimento sindical não descansa. O DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) nos lembra mensalmente de uma realidade dura: o salário mínimo nominal ainda está longe do “salário mínimo necessário”.
 
 De acordo com o DIEESE, para suprir as necessidades de uma família de quatro pessoas (com alimentação, moradia, saúde e educação), o valor deveria ser significativamente maior do que o atual. Essa diferença é o combustível da nossa luta.
 
 “O salário mínimo é o maior instrumento de distribuição de renda do Brasil, mas ele precisa refletir o custo real da vida. Não aceitamos apenas o mínimo para sobreviver; lutamos pelo necessário para viver com dignidade”, afirma Paulão, presidente da FITIASP.
 
 
 

Período

 
 

Contexto

 
 
 

Impacto para o Trabalhador

 
 

1936

 
 

Criação da Lei

 
 
 

Fim da exploração sem limites e base salarial.

 
 

Anos de Estagnação

 
 

Reajuste apenas pela inflação

 
 
 

Perda do poder de compra e aumento da pobreza.

 
 
 

2026 (Hoje)

 
 
 

Política de Valorização Real

 
 
 
 

Ganho acima da inflação e fortalecimento do mercado interno.

 

A Luta é o que nos Move

Ao completar 90 anos, o salário mínimo nos mostra que direitos conquistados precisam ser defendidos diariamente. Para a categoria da alimentação, o salário mínimo é a base, mas o nosso objetivo é sempre o topo: melhores condições, participação nos lucros e reajustes que valorizem o esforço de quem alimenta o Brasil.
 
A FITIASP segue firme nas negociações coletivas, usando a força da nossa base para garantir que os lucros das indústrias cheguem ao bolso de quem realmente coloca a mão na massa.
 
 90 anos de história. Uma vida inteira de luta. Vamos juntos por mais!